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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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BANCO ASIÁTICO PARA O DESENVOLVIMENTO: CIDADES ASIÁTICAS NÃO ESTÃO PRONTAS PARA ENFRENTAR CHEIAS

Mäyjo, 21.12.15

Banco Asiático para o Desenvolvimento: cidades asiáticas não estão prontas para enfrentar cheias

Com o avanço das alterações climáticas os fenómenos extremos vão-se tornando cada vez mais frequentes e rigorosos. Se partes do mundo experienciam secas extremas, outras atravessam inundações que causam prejuízos em vários sectores económicos e por vezes reclamam vidas humanas e de animais.

No último Inverno, este foi um flagelo que atingiu a Europa e mereceu atenções mediáticas alargadas. Contudo, este flagelo é uma realidade anual de muitos países asiáticos, que nem sempre merecem atenção mediática nem soluções governamentais eficientes.

“As cidades asiáticas não estão prontas para enfrentar cheias”, defendeu Amy Leung, diretora de desenvolvimento urbano e divisão de água do Departamento para o Sul da Ásia do Banco Asiático para o Desenvolvimento durante uma conferência do Congresso Mundial da Água.

De acordo com a responsável, as inundações na ásia aumentaram entre três a quatro vezes nos últimos anos e as soluções para lidar com o problema são ineficazes. “Não se está a fazer o suficiente ao nível do planeamento estrutural”, afirma Leung.

Um dos principais obstáculos apontados pela diretora do Banco Asiático para o Desenvolvimento é a falta de uma resposta rápida por parte das cidades às movimentações migratórias. “O planeamento é a curto prazo. Há pessoas a viver em condições deficientes”, sublinha.

Para Amy Leung, a solução para evitar que as cheias na Ásia atinjam as dimensões catastróficas que estamos habituados a ver passa por um planeamento urbano holístico, onde as várias entidades cooperem entre si para criar uma estratégia a longo prazo e eficaz, bem como edifícios e espaços que consigam minimizar os efeitos das inundações.

Foto: Asian Development Bank / Creative Commons

ADAPTAÇÃO A UM CLIMA MAIS QUENTE VAI CUSTAR TRÊS VEZES MAIS DO QUE O PENSADO

Mäyjo, 29.11.15

Adaptação a um clima mais quente vai custar três vezes mais do que o pensado

A adaptação a um mundo mais quente vai custar milhares de milhões de euros, até um montante três vezes superior ao que anteriormente se pensava – e este cenário já inclui a possibilidade de se impedir que as temperaturas aumentem para valores perigosos.

O alerta é do Adaptation Gap Report, um relatório do Programa Ambiental das Nações Unidas, que indica que haverá uma grande lacuna no financiamento para as alterações climáticas depois de 2020, a menos que os países desenvolvidos contribuam financeiramente mais nos próximos anos para ajudarem as nações subdesenvolvidas a adaptarem-se às secas, inundações e ondas de calor mais severas que deverão acompanhar as alterações climáticas.

“O relatório é um poderoso lembrete de que o custo potencial da inacção tem um preço real. O debate económico da nossa resposta às alterações climáticas deve ser mais honesto”, afirmou o director-executivo do programa, Achim Steiner, na apresentação do relatório, cita o Guardian. “Devemos isto a nós próprios mas também às gerações futuras já que serão elas a pagar a conta”, acrescenta.

Sem acções num futuro próximo para reduzir as emissões de gases com efeito estufa, adverte o relatório, o custo da adaptação a um clima mais quente mais aumentar ainda mais. Como tal é necessário mais financiamento para acções que protejam as comunidades mais vulneráveis de eventos meteorológicos mais extremos provocados pelas alterações climáticas.

Até agora, as nações desenvolvidas comprometeram-se em doar €7,9 mil milhões para o Fundo Climático Verde, mas o valor está bastante abaixo do valor mínimo estabelecido em €81,3 mil milhões anuais até 2020.

O relatório das Nações Unidas indica que os custos de adaptação podem aumentar para €122 mil milhões por ano entre 2025 e 2030 e entre €203 e €406 mil milhões por ano depois de 2050, pressupondo já que as emissões de CO2 vão ser reduzidas para evitar que as temperaturas não aumentem mais que dois graus Celsius além dos valores pré-industriais.

Porém, se as emissões continuarem a aumentar ao ritmo actual – o que provocará um aumento de temperaturas superior a dois graus Celsius – os custos da adaptação podem atingir o dobro do estimado para o pior cenário.

Foto: Oxfam International / Creative Commons

Parlamento Europeu quer impor limites mais rígidos às emissões dos novos carros

Mäyjo, 12.02.15

Parlamento Europeu quer impor limites mais rígidos às emissões dos novos carros

Os membros do Parlamento Europeu votaram a favor de um projecto de lei que impõe limites mais restritivos às emissões de dióxido de carbono produzidas pelos novos carros. A nova lei prevê que os novos veículos não possam exceder os 95 gramas de dióxido de carbono por quilómetro. O actual limite para os novos carros está fixado em 130 gramas por quilómetro.

O novo projecto de lei, que foi proposto pela Comissão Europeia e o Executivo europeu, previa que o novo limite fosse aplicado a partir de 2019. Porém, na sequência da oposição de alguns Estados-membros e depois de um período de negociações, o novo limite deverá vigorar de 2020 em diante.

Um dos opositores foi a Alemanha – numa tentativa de proteger a sua indústria automóvel – que exerceu uma forte pressão para que fosse concedido mais tempo para a implementação da legislação.

“Estou contente de que o acordo final contenha ambição”, afirmou em comunicado, citado pelo Guardian, a comissária para o clima, Connie Hedegaard. No documento, a comissária indica ainda que a Comissão deverá começar a trabalhar nas metas para os limites pós-2020 nos próximos meses.

Foto:  epSos.de / Creative Commons

LIMA: PAÍSES CHEGAM A ACORDO PARA MEDIDAS CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL

Mäyjo, 31.01.15

Lima: países chegam a acordo para medidas contra o aquecimento global

Os países participantes na Cimeira do Clima das Nações Unidas, que decorreu em Lima, no Peru, acordaram, no dia 14 de dezembro de 2014, em aprovar medidas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e combater o aquecimento global.

O documento final aprovado na cimeira, intitulado “A chamada à acção de Lima”, decreta que as 196 nações participantes vão ter de apresentar às Nações Unidas, antes de 1 de Outubro de 2015, compromissos “quantificáveis, ambiciosos e justos” para a redução dos gases com efeito de estufa, escreve o Inhabitat.

A Cimeira do Clima esta prevista terminar na passada sexta-feira, mas a falta de consenso obrigou a que os trabalhos fossem prolongados até domingo numa tentativa de acertar os termos do esboço para o novo acordo ambiental que deverá ser celebrado na cimeira de 2015, em Paris, e que vai substituir o Protocolo de Quioto.

Foto:  No More of this / Creative Commons